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Artigos

VOCAÇÃO: Questionamentos e respostas “Se Deus mostrar claramente o que Ele quer de nós, mostrará também o ‘como’ e o ‘quando’”. (São Gaspar Bertoni)   Hoje, inúmeros são os caminhos que podem conduzir à maturidade e ao discernimento vocacional, ou à perda dos ideais plantados e sonhados, por meio da decepção, frustração e fracasso. São tantos os caminhos, tantas propostas que indagam, questionam, provocam, e, de certo modo, tais caminhos nos levam, às vezes, por onde não se deseja andar. À individualidade do ser e ao projeto de vida, no entanto, são possíveis alguns apontamentos, esclarecimentos que abrem a visão e permitem uma reflexão profunda dos anseios vocacionais. Primeiramente, é necessária uma reflexão breve do que seja o desejo e a disposição, nem sempre um é condicionante do outro, há desejos que surgem no coração e na vida que, muitas vezes, não correspondem à disposição necessária para o seguimento. O medo é um grande…
O direito de greve O que diz a Doutrina Social da Igreja Católica sobre a Greve? O direito de greve 304 A doutrina social reconhece a legitimidade da greve « quando se apresenta como recurso inevitável, e mesmo necessário, em vista de um benefício proporcionado »[663], depois de se terem revelado ineficazes todos os outros recursos para a composição dos conflitos[664]. A greve, uma das conquistas mais penosas do associacionismo sindical, pode ser definida como a recusa coletiva e concertada, por parte dos trabalhadores, de prestar o seu trabalho, com o objetivo de obter, por meio da pressão assim exercida sobre os empregadores, sobre o Estado e sobre a opinião pública, melhores condições de trabalho e da sua situação social. Também a greve, conquanto se perfile « como … uma espécie de ultimato »[665], deve ser sempre um método pacífico de reivindicação e de luta pelos próprios direitos; torna-se « moralmente inaceitável quando é…
JUVENTUDE E CATOLICISMO O caso da pastoral universitária   “Desejo precisamente que o diálogo entre nós ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro, não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar”. (Papa Francisco)   O fenômeno religioso, mais do que discutido, tem sido vivenciado pela juventude no ambiente universitário, seja na afirmação, através das religiões, seja na negação, por meio do ateísmo e do agnosticismo. Um dos fatores que impulsiona as reflexões acerca do fenômeno religioso nas universidades é a Pastoral Universitária (PU) que, ao tempo que apresenta a religiosidade como parte constituinte da pessoa humana, é presença do catolicismo em meio aos universitários. Tendo o intuito de melhor compreender a experiência religiosa dos jovens no âmbito universitário, juntamente com os diálogos e posicionamentos diversos adotados por eles perante as questões religiosas,…
Do jardim ao deserto: os biomas como lugar de encontro com Deus Por Fabrizio Zandonadi Catenassi A CF 2017 volta nosso olhar para biomas brasileiros. Ao contemplar a diversidade que se vê no Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, no Pantanal e na Amazônia, podemos entender que a natureza é lugar de encontro com Cristo e grande testemunha do amor de Deus pelos homens. Assim como no Brasil, o povo de Israel também se deparou com diferentes biomas ou, no mínimo, com regiões de geografia, fauna e flora bastante diferentes. No Egito, encontrou-se com uma região bastante árida e também de rios. Terra de desertos. O trabalho perto dos rios, em regiões de lamaçal, era pesado e difícil. Na verdade, é o calor do deserto que marca a estadia de tantos trabalhadores que foram submetidos a trabalhos forçados pelas poderosas dinastias egípcias. Contudo, ali também foi lugar de libertação e salvação. É na aridez de cidades como Ramsés e Pitom que Deus escutou o…
Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília-DF Secretário Geral da CNBB São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, a quem tanto deve nossa Nação e a Evangelização de nosso Povo, nasceu nas Ilhas Canárias no dia 19 de março, festa de São José, no ano de 1534. Acabando seus estudos junto aos padres dominicanos, seus pais resolveram enviá-lo à Universidade de Coimbra, a fim de estudar o que, naquele tempo, se denominava artes: latim, filosofia e outras matérias. Já na Universidade, Anchieta deixou transparecer sua inteligência e pendor para o teatro, além de sua santidade. Registra-se nessa época sua primeira luta interior que o levou a pedir socorro à Virgem Maria e fazer seu voto devocional de castidade. Mais tarde, ao se encontrar com os jesuítas, decidiu entrar na Companhia de Jesus.  Ouvindo as leituras das cartas dos missionários São Francisco Xavier e Manoel da Nóbrega, sentiu grande…
Maria Eugenia LLoris Aguado Missionária da Fraternidade Verbum Dei Pastoral Universitária do Santarém.   Hoje relendo a Bula da Proclamação do Jubileu extraordinário da misericórdia, o meu olhar se detinha e sublinhava este parágrafo: “Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói. Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o grito de ajuda.  As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, as amizade e fraternidade. Que o seu grito torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reúna soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo”. Leio estas palavras em um contexto em que a juventude estudantil e universitária…
A história de Thiago Por pe. Nathan Stone sj À noite antes da morte do Thiago, me encontrei com ele na rua. Eu saí para caminhar e praticamente bati nele. Estava escuro e ele vinha caminhando em volta da piscina, sem camisa, os óculos de natação sobre seu ombro, com a correia pela axila, como se tivesse outro par de olhos no ombro. Thiago sempre era original. Não é que queria ser assim. Só que era tão desinibido que as coisas lhe saiam exóticas, seu jeito, como se diz. Eu vinha correndo por detrás dele e quase não lhe reconheci na escuridão, salvo pela altura e pela caminhada característica. Thiago deambulava com urgência fresca, como a gente esperaria de dançarino que também joga futebol. O fato de me ver na rua lhe parecia óbvio. Para o Thiago, nada era surpresa. Nunca! As coisas aconteciam sem razões. A vida pra ele era como um barco…
O novo docetismo "Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes", Marcos 12, 38-39.  Por pe. Nathan Stone sj   A Conferência Episcopal do Brasil (CNBB) se tem preocupado de ensinar liturgia aos fiéis. Nunca falta o pão nem o vinho, todos os panos branquinhos no seu lugar e a maioria sabe distinguir entre o missal e o leccionário. O brasileiro, além disso, não tem vergonha de participar. Gosta de sair na frente onde todo o mundo pode ver. Existe um detalhe que preocupa. O microfone sempre aparece solenemente colocado sobre o altar. Se o padre ocupa e logo entrega para coroinha, em vez de suster na mão até precisar mais outra vez, ele leva cerimoniosamente de volta ao altar, coloca aí acima e faz uma reverência. Oxalá se…
A nova riqueza "Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa…"Cântico das Criaturas, São Francisco de Assis   Por pe. Nathan Stone sj   Ofereceu-se uma oficina sobre a ecologia numa comunidade indígena no interior da Amazônia em 2011. Abordamos as temáticas do aquecimento global, o desmatamento e a contaminação ambiental. Mostramos um filme na qual aparecia uma grande queima da floresta para fazer espaço para a crescente agroindústria na região. Uma senhora de idade chorou. - Padre, disse-me ela, “eu não sabia que estavam queimando o mundo. Isso me deixa muito triste”. Na sua língua nativa, a floresta é o mundo, porque sem ela, não tem jeito nem lugar para viver. Aqui na Amazônia, o argumento que se profere para continuar com o desmatamento é que há muito território vazio que deve ser explorado para o crescimento económico. Mas a floresta não está vazia. Está…
Professor Renato Lopes   Consultor do Setor Universidades - CNBB   A Pastoral Universitária (PU) sabe que um discípulo missionário evangeliza “também procurando enfrentar os diferentes desafios que podem se apresentar”[1] e a Igreja do Brasil, uníssona ao convite do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si, nos convida ao cuidado com a Casa Comum que é o “maior presente que Deus nos deu”[2]. Por isso a PU está atenta à Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016. Ela nos convida ao cuidado com a criação e a luta pela Justiça. É preciso sentir que a “Terra alegre fica triste”[3] quando não é cuidada, ou explorada, poluída e destruída. A CF 2016, além do aspecto ecumênico e ecológico, toca num direito humano fundamental que é o saneamento básico. “Nossa fé cristã nos impulsiona a sair do comodismo e à construir um mundo mais humano e justo”[4]. Assim o CONIC – Conselho Nacional…
Discursos e pronunciamentos "O que lê meu patrão?Palavras, palavras, palavras..." Shakespeare, Hamlet, II,2   Por Nathan Stone sj Os arqueólogos identificavam os restos humanos no subsolo pela presença das ferramentas. Chegaram a formular a hipótese que o humano se reconhece pela confecção e uso dos diversos utensílios, desde os achados de pedra até o último microchip que a tecnologia moderna oferece. Man is the toolmaker, diziam [1].Talvez, houve certo preconceito profissional na formulação do critério, pois, o arqueólogo só estuda os artefatos que duram milhares de anos abaixo da terra. Os cantos e as danças desaparecem. Depois, os zoólogos descobriram um chimpanzé fazendo um instrumento de pau para pilhar gusanos, e a teoria se relativizou um pouco. Minha hipótese, a partir do meu próprio preconceito profissional, seria que a linguagem é a chave da humanidade. Os zoólogos já me descobriram, porque até os gatos se comunicam com sonidos, e os cetáceos têm um vocabulário…
A matéria e a trancendência "O humano está formado em espírito e corpo.E num coração que bata ao som dos sentimentos" - Violeta Parra   Por pe. Nathan Stone sj Minha irmã era médica-psiquiatra. Sua profissão lhe ensinou olhar as causas bioquímicas das doenças, os delicados equilíbrios de serotonina e dopamina que podem significar a diferença entre um dia espetacular e um desânimo insuportável. Sua ciência propõe como hipótese que é possível manipular aquele equilíbrio bioquímico com medicamentos. Ela chegava a afirmar que não existe nem espírito, nem transcendência. “Tudo é químico”, dizia. Mesmo sendo uma pessoa de amores profundos e de grande compaixão.Acredito que a ideia era persuadir aos que decidem as políticas públicas sobre saúde mental que se comprometeram com o tratamento dos pacientes. Aqueles que fazem leis acostumam ignorar a saúde mental. Manias, como chamam. Assim, poupam o orçamento para, com isso, fazer uma grande festa de Ano Novo na praça e…
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